Aristides de Oliveira Costa

Sargento Aristides.
Esse era o nome do personagem que todos sumareenses conheciam e chamavam como se fosse seu nome próprio, nas décadas de 1960 e 1970.
Aristides de Oliveira Costa era um policial militar respeitado na cidade, por ser cumpridor de seus deveres e atencioso com as pessoas que o procuravam. A estima e confiança nele aumentaram depois que se casou com uma moça de família tradicional da cidade: Maria Célia Foffano, neta do imigrante italiano Atílio Foffano.
Aristides é natural de Cachoeira de Minas, sul do Estado do Estado de Minas Gerais. Nasceu no dia 06 de setembro de 1938, filho de José Vicente da Costa e Eva Lemes da Costa.
Como acontecia com muitos conterrâneos, saiu da pacata cidadezinha natal para o Estado de São Paulo, na procura de um futuro melhor. O lugar escolhido foi a Região de Campinas, que estava recebendo muitas indústrias. Tinha 19 anos de idade quando chegou em Americana para trabalhar na Goodyear.
Esforçado ao extremo, estudava nas horas de folga para prestar concurso na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Sua escolaridade – segundo grau feito em Santa Rita do Sapucaí – o ajudou muito. Para reforçar seus conhecimentos, tomou aulas particulares de Matemática. Passou no concurso e virou Policial Militar. Só sairia da corporação depois de aposentado.
Em 1959, mudou para Sumaré. Sua ambientação com a sociedade local foi rápida. Fazendo trabalhos extras como segurança, passou a frequentar a sede social do Clube Recreativo Sumaré, na Rua Antonio Jorge Chebabi. Nessa época o Clube era presidido por Ronald de Souza, que tinha uma Diretoria Feminina. Dentre elas uma moça lhe chamou a atenção: Maria Célia Foffano.
Foi numa noite de carnaval que a atração recíproca se estreitou. O início do romance começou de uma forma inusitada, quase que cinematográfica. Ele esperou que terminasse o baile e tivesse somente o pessoal que estava arrumando o clube; aí pediu para que o músico Oreste Bianchi tocasse a valsa “Tardes de Lindóia” com seu violino. Então, convidou a então Diretora Célia para dançar. Os dois sozinhos dançaram na madrugada no salão do Recreativo. Terminada a dança ele a pediu em casamento.
Parecia filme de cinema, mas era real. Então eles acabaram se casando no dia 20 de janeiro de 1962. Dessa união tiveram dois filhos: Adriana Foffano Costa e Aristides de Oliveira Costa Júnior.

 

Guarda Municipal e Bombeiros

Em 1963 Aristides fez o concurso para sargento da PM, e assim subiu um degrau na carreira como 2º sargento e finalmente se tornou 1º sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Trabalhando em Americana como bombeiro da Polícia Militar, foi convidado pelo então prefeito Paulo Célio Moranza para montar um grupamento contra incêndio em Sumaré. Nessa corporação, ele criou o canhão d’água que existia no alto do caminhão, porque a corporação não tinha Escada Magirus e já havia um espigão em Sumaré e as grandes indústrias também recorriam à unidade do Município.
Aristides trabalhou contra o incêndio do Supermercado Eldorado de Campinas e também numa empresa de Sumaré (que ele não lembra o nome), que foi considerado um dos maiores incêndios de Sumaré.
Fez o curso de formação e aperfeiçoamento de oficiais da Polícia Militar, onde alcançou a patente de subtenente e depois para 2º e 1º tenente, na qual se aposentaria. Nesse período, trabalhou em Campinas e Americana, sempre no Corpo de Bombeiros.
Aristides participou do movimento que criou a Guarda Municipal de Sumaré, no dia 14 de março de 1967. João Smânio Franceschini era o prefeito. Ele participou da organização da corporação que até então só podia cuidar do patrimônio municipal. Com o tempo, e o aumento da criminalidade, a Guarda foi ganhando força e prestígio na cidade.
No governo de José De Nadai (1983 a 1988) foi inaugurado o prédio próprio, onde está até hoje. Em 1988 foi considerada a maior corporação do gênero no Estado de São Paulo. No governo de Paulino José Carrara (1989-1992) ganhou uma unidade de cavalaria. Hoje, a Guarda Municipal é uma corporação muito importante no município, que contribui muito para a segurança dos prédios públicos e a segurança dos cidadãos.
Hoje Aristides está aposentado. Vive com a filha Adriana, que se orgulha muito do pai que tem. Infelizmente ele perdeu o grande amor da sua vida: Maria Célia faleceu no dia 07 de outubro de 2003.

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