Após 5 meses de queda, confiança do consumidor volta a crescer na região

Levantamento do SindiVarejista aponta que, em agosto, o indicador registrou 99,6 pontos, superando os meses anteriores

Após uma série de cinco quedas, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) voltou a subir em agosto na RMC (Região Metropolitana de Campinas) e registrou leve alta de 0,9% na comparação com julho. No mês passado, o indicador registrou 99,6 pontos, superando o dado de julho, que registrou 98,7 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda de 10% – naquela ocasião, o ICC marcava robustos 111,5 pontos.
O ICC é elaborado mensalmente pelo SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). A escala de pontuação varia de zero (“pessimismo total”) a 200 pontos (“otimismo total”).
Agosto foi também o terceiro mês seguido em que o índice da regional de Campinas ficou abaixo dos 100 pontos e ainda na esfera negativa – em maio de 2018, o índice era de 101,5 pontos. A média do ano, até aqui, é de 104,6 pontos. Em todo o ano passado (2017), a média do ICC da região foi de 108,7.

QUESITOS
Os dois quesitos que compõem o indicador tiveram resultados opostos na passagem de julho para agosto. O ICEA (Índice das Condições Econômicas Atuais) registrou alta de 17%, ao passar de 43,3 pontos em julho para 50,8 pontos em agosto. Em relação a agosto do ano passado, houve elevação de 29,6 pontos ou alta de 139%.
Já o IEC (Índice das Expectativas do Consumidor) apresentou redução de 2,5%, ao passar de 135,6 pontos em julho para 132,2 pontos em agosto. No comparativo anual, o índice ainda registrou queda de 23%.
Segundo a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, para os próximos meses as pessoas continuam cautelosas com os gastos, apesar de o índice estar um pouco melhor em relação aos últimos meses.
“Após dois meses de maior preocupação em decorrência da greve dos caminhoneiros, os consumidores voltam a dar sinais de retomada da confiança, mesmo que de forma lenta. Porém, somente os níveis baixos de juros e inflação não são suficientes para elevar a disposição de consumo. Enquanto a variável do emprego não reagir, dificilmente o indicador avançará de forma consistente num novo ciclo de alta”, explicou a presidente.
“E para gerar empregos, é necessária a volta da confiança dos empresários, para que eles possam investir. Neste momento, o quadro de incerteza política limita a capacidade dos empregadores de enxergar mais a longo prazo e, portanto, sem previsibilidade e clareza, todos ficam esperando um momento mais adequado de investir nos negócios, mantendo, assim, um ritmo mais fraco da economia”, finalizou.

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