Operação das polícias Civil e Militar prende 1,6 mil procurados no Estado

Ação conjunta deflagrada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública visou diminuir quantidade de mandados não cumpridos em São Paulo

Recentemente, no início de agosto, um levantamento realizado pela reportagem do Jornal Tribuna Liberal junto ao BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão) do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostrou que, apenas nas cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia, havia naquele momento 2.687 mandados de prisão aguardando cumprimento – o mais antigo desde 2009. Para reduzir esta preocupante estatística, a Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar, deflagrou no início da quinta-feira (13) uma operação visando o cumprimento de 6,5 mil mandados de prisão em todo o Estado de São Paulo, buscando procurados condenados por diversos crimes. Balanço divulgado às 17h apontava a prisão de 1.653 pessoas e a apreensão de 68 adolescentes em todo o Estado de São Paulo. Foram cumpridos 716 mandados de prisão cíveis, relacionados ao não pagamento de pensão alimentícia, e 1.113 criminais.
Outros 51 criminosos foram presos em flagrante, ou seja, por crimes que estavam sendo cometidos no momento da abordagem, além da apreensão de 11 armas e quase 941 quilos de drogas (principalmente maconha).
O número de presos e apreensões ainda poderia aumentar até o final da noite da quinta-feira, pois a operação continuava. A atividade de campo contou com o empenho de 7.630 profissionais e 3.030 viaturas de ambas as polícias, segundo a SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública).
“As ações estão sendo desencadeadas por diversos departamentos da Polícia Civil e tem como o objetivo o cumprimento cerca de 6.500 mandados entre Capital, Grande São Paulo e Interior”, informou a Polícia Civil ao anunciar a operação, ontem cedo. Alguns dos procurados ainda foram presos em flagrante por estarem cometendo novos crimes, principalmente tráfico de drogas.
Em algumas cidades, houve apoio também das Guardas Civis Municipais. Cada procurado preso foi levado para o DP (Distrito Policial) ou Delegacia de Polícia que responde pela área em que ele foi localizado, para o registro do BO (Boletim de Ocorrência) de “captura de procurado”. Em seguida, os detidos eram levados para alguma Cadeia Pública ou presídio estadual enquanto aguardavam pela realização da respectiva audiência de custódia no Fórum da cidade em que a prisão foi feita.

PEDOFILIA
Também na quinta-feira (13) de manhã, a PF (Polícia Federal) deflagrou a 5ª fase da “Operação Proteção Integral”, que combate o abuso sexual infantil e sua divulgação pela Internet. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no município de São Paulo, todos expedidos a pedido da PF por Varas da Justiça Federal de São Paulo. Até o final da manhã, dois homens já haviam sido presos em flagrante por possuírem arquivos contendo imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes.
“A Operação Proteção Integral é um trabalho permanente, realizado por policiais federais, utilizando-se de técnicas próprias de monitoramento e investigação no ambiente cibernético, para rastrear e responsabilizar os responsáveis por atividades de compartilhamento, armazenamento e produção de arquivos contendo imagens de pornografia infantil”, explicou a PF em nota.
Os investigados responderão pelo crime de publicação de imagens de pornografia infantil, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas de 3 a 6 anos de prisão.

O Secretário da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, participou da solenidade de comemoração do primeiro aniversário do 4o. Batalhão de Ações Especiais da zona leste da capital paulista. Foto: Marcelo Chello/SSP

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