Vacinação contra pólio e sarampo acaba hoje; região permanece abaixo da meta

Na Região Administrativa de Campinas, índices permaneciam em 91,7% de cobertura contra a pólio e 91,3% contra o sarampo

A campanha de vacinação contra sarampo e paralisia infantil (poliomielite) de crianças na faixa-etária de 1 ano e menores de 5 anos termina nesta sexta-feira, dia 14 de setembro. A Secretaria Estadual de Saúde “convocou” novamente os pais e responsáveis para levarem as crianças aos postos nesses dois últimos dias de campanha. O Estado de São Paulo vacinou mais de 2 milhões de crianças contra ambas as doenças, garantindo cobertura superior a 93% das crianças com idade entre 1 e menores de cinco anos.
No entanto, na Região Administrativa de Campinas – que inclui as cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia –, os índices permaneciam, na quinta-feira (13), em 91,7% de cobertura contra a pólio e 91,3% contra o sarampo, ambos abaixo da meta de 95% de imunização das crianças do público-alvo. É o que indica o balanço feito pela Secretaria de Estado da Saúde, com base nos dados informados pelos municípios.
O próprio Ministério da Saúde havia alertado que, até a última terça-feira (11), quatro das cidades da área de cobertura do Jornal Tribuna Liberal ainda não haviam atingido a meta de imunizar 95% das crianças com idades entre 1 e 4 anos. Eram elas: Hortolândia, Nova Odessa, Paulínia e Sumaré.
Há 2,2 milhões de crianças paulistas nessa faixa-etária e a meta é vacinar 95% do público infantil. O Estado já aplicou mais de 4,1 milhões de doses de vacinas contra ambas as doenças, garantindo a imunização de 2.065.854 crianças contra pólio e 2.050.048 contra sarampo.
“Convocamos os pais e responsáveis para que levem as crianças aos postos nesses dois últimos dias de campanha. É fundamental chegarmos à meta de 95% de cobertura vacinal contra poliomielite e sarampo, pois isso contribui para a eliminação dos riscos da circulação dessas doenças”, afirmou em nota, na quinta-feira, a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.
A vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos. A Secretaria também orientou as prefeituras paulistas para que as salas de vacinação façam a triagem de crianças que tenham alergia à proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, para que estas recebam a vacina contra sarampo produzida pelo laboratório BioManguinhos. Além deste produto, os municípios também estão recebendo a vacina produzida pelo Serum Institute of India, enviada pelo Ministério da Saúde, e que contem a referida proteína. Essa vacina poderá ser aplicada normalmente nas crianças não alérgicas.
“Não há motivo para preocupação. No Brasil, a incidência de alergia ao leite de vaca é de 2%, portanto, trata-se de uma situação rara”, explicou Sato. A reação alérgica pode ter como sintomas coceira, náusea, diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão do alimento ou produto com o componente. Diante de qualquer suspeita, os pais ou responsáveis devem levar as crianças ao médico.
Em São Paulo, a campanha foi iniciada em 04 de agosto, com um “Dia D” extra feito exclusivamente no Estado. Outros dois “Dias D” ocorreram, respectivamente, em 18 de agosto e 1º de setembro. O prazo de encerramento da campanha inicial era 31 de agosto e foi prorrogado para 14 de setembro, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde. Não há registro de casos de paralisia infantil em São Paulo há 30 anos e, desde 2000, não existem casos autóctones de sarampo no Estado.

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