Polícia Militar aumenta patrulhamento no entorno da EE Wadih Maluf, no Matão

Na 2ª-feira, alunos da escola estadual foram assediados por traficantes que atuam em viela e chácara ao lado da unidade

Em uma nota enviada à reportagem do Jornal Tribuna Liberal na noite da última terça-feira (11), a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) garantiu que a Polícia Militar já intensificou o policiamento no entorno da EE (Escola Estadual) Wadih Jorge Maluf, situada no Jardim Santa Clara, na região do Matão, em Sumaré – onde, na segunda-feira (10), alunos adolescentes acionaram a própria PM após serem assediados por traficantes de drogas que atuam nas imediações da unidade, que lhes ofereceram drogas.
Ainda segundo a pasta, o policiamento das proximidades da escola já vem sendo realizado por policiais da 2ª Companhia do 48º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior) de Sumaré, sediada no Jardim Bom Retiro, na Área Cura (e responsável pelo patrulhamento ostensivo preventivo também na região do Matão), por meio dos programas de Radiopatrulhamento, Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motos) e Patrulhamento Comunitário.
A escola, uma das maiores da cidade, atende a cerca de 1.200 alunos, com turmas do 6º do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, em três períodos, e possui professor mediador, que atua com ações de incentivo à cultura de paz entre os estudantes.
Segundo o registro policial do caso, na manhã de segurança-feira, alunos da escola procuraram a PM para contar que “indivíduos estariam indo na entrada e saída de alunos a fim de aliciar menores ao consumo de drogas”. Em seguida, a PM conseguiu localizar e apreender um adolescente infrator com 196 unidades de drogas (maconha, cocaína e crack) já embaladas para venda no interior do Condomínio Serra Negra, que fica nas proximidades. O menor seria um dos que atuam nas imediações da escola.
Ele foi autuado pelo delegado do 4º Distrito da Polícia Civil e liberado em seguida à sua mãe após ambos assinarem um Termo de Compromisso de Apresentação do adolescente à Vara da Infância e Juventude do Fórum local, como determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) em casos assim.
“Sempre que recebemos denúncias no local, realizamos investigações para a devida apuração, pois no município de Sumaré ainda não há uma delegacia especializada em crimes de tráfico de drogas”, afirmou em nota o delegado Marcelo Moreschi Ribeiro.

EQUIPE ASSUSTADA
Profissionais da equipe da EE Wadih Jorge Maluf confirmaram à reportagem, na terça-feira, que a situação é frequente, e que os marginais se utilizariam de uma viela existente ao longo do muro lateral da escola, bem como de uma chácara abandonada nos fundos da unidade, para se esconder, esconder o “produto” e fugir da polícia.
“O problema é a viela no entorno, é ali que estes traficantes estão vendendo drogas. Tem também uma chácara abandonada ao lado da escola, imensa, que os traficantes utilizam para esconder drogas, pulando o muro. Eles pulam dessa chácara abandonada para a viela e ficam fumando maconha e jogando as bitucas dentro das salas de aula. A situação nos preocupado, porque nossos alunos são todos menores, de 10 a 16 anos”, relatou um educador.
”Não tem o que a escola fazer, eles ameaçam a gente, são adolescentes, jovens. É constante chamar a polícia ali, é um problema que sempre teve no entorno da escola”, lamentou um colega da equipe da escola.

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