Atividade da Indústria paulista inicia 3º trimestre com queda de 2,2%, diz Fiesp

Indicador de Nível de Atividade calculado mensalmente mostrou recuo da atividade industrial em 15 dos 20 segmentos pesquisados em julho; Indicador Sensor, que aponta confiança, segue acima dos 50 pontos

A atividade do Setor Industrial paulista iniciou o terceiro trimestre de 2018 em queda. O INA (Indicador de Nível de Atividade), calculado mensalmente pela Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), caiu -2,2% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal. A principal influência veio da variável que mede o Total de Vendas Reais do setor, que caiu -6,7%, seguida por Horas Trabalhadas na Produção (-0,4%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que avançou 0,2 p.p. (pontos percentuais).
Na série sem ajuste, o indicador também mostrou variação negativa no mês (-1,7%), na comparação com julho do ano anterior (-1,1%), enquanto no acumulado em 12 meses houve alta de 5%. Os dados foram divulgados na quinta-feira (30/08) pela Fiesp e eplo Ciesp.
Logo após divulgar os resultados de junho com um excelente resultado positivo (de crescimento de 12,1% com relação ao mês anterior, maio), fechando o primeiro semestre do ano, a Fiesp/Ciesp já previa para os setor uma performance de “estabilidade com viés negativo” neste 2º semestre. Na época, 43,9% das indústrias paulistas consultadas esperavam que sua situação permanecesse igual no 2º semestre, 27,7% esperavam queda na produção, vendas e contratações e 27,8% esperavam algum crescimento até dezembro.

AINDA A GREVE
A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelas entidades, marcou 52 pontos, ante os 53,7 pontos em julho, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 13º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.
Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou 7,1 pontos, para 54,2 pontos em agosto. O indicador de estoques caiu 4,1 pontos ante julho (51 pontos), marcando 46,9 pontos no mês de agosto, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.
Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 2,3 pontos, passando de 55,2 pontos em julho para 52,9 pontos no mês de agosto. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.
O indicador de emprego mostrou avanço, passando de 50,3 pontos, para 51,9 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. Assim também avançou o indicador de investimentos, que passou de 52,1 para 54 pontos.

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