Comércio da região de Campinas fecha 1.135 vagas somente no mês de junho

Pesquisa do SindiVarejista apontou que no acumulado dos seis primeiros meses do ano, foram extintos 2.378 empregos celetistas

O Comércio Varejista na região de Campinas eliminou 1.135 vagas com carteira assinada em junho, resultado da diferença das 6.195 admissões do sexto mês do ano, contra aos 7.330 desligamentos. No total dos seis primeiros meses do ano, foram extintos 2.378 empregos celetistas no setor na região. No acumulado de 12 meses, porém, 391 vínculos foram criados. Com isso, o setor encerrou o mês com estoque ativo de 195.064 trabalhadores formais, leve alta de 0,2% em relação ao mesmo período de 2017.
As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo, da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), em parceria com o SindiVarejista de Campinas e Região. O levantamento é elaborado com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Rais (Relação Anual de Informações Sociais). Entre as nove atividades pesquisadas, quatro sofreram queda no estoque de trabalhadores formais em comparação a junho do ano passado, com destaque para lojas de vestuário, tecidos e calçados (-4,1%) e lojas de móveis e decoração (-3,3%). Por outro lado, os segmentos de concessionárias de veículos (2,2%) e de supermercados (1,9%) foram os que apresentaram as maiores altas na mesma base comparativa.
Segundo análise da presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, o primeiro semestre normalmente tende a ser de retração no varejo, mas que, neste ano, a situação foi ainda pior que em 2017. “Além disso, a paralisação dos caminhoneiros foi um fator determinante para o resultado negativo no mês, pois gerou uma crise de desabastecimento e criou um clima de incertezas, com reflexos negativos imediatos sobre a confiança dos consumidores e empresários e, consequentemente, sobre a geração de vagas com carteira assinada. Esse impacto negativo já era previsto”, afirmou.
A presidente ressaltou ainda a importância de o empresário ficar atento à alta rotatividade de funcionários, já que os custos de desligamentos e contratações são elevados.

ESTADUAL
O Comércio Varejista no Estado de São Paulo eliminou 5.808 empregos com carteira assinada em junho, resultado de 67.039 admissões e 72.847 desligamentos, o pior resultado para o mês desde 2015. Com isso, quase 34 mil vagas foram fechadas no primeiro semestre. Assim, o varejo paulista encerrou o mês com um estoque de 2.055.480 empregos formais, leve alta de 0,2% em relação a junho de 2017. No acumulado de 12 meses, o saldo é positivo em 3.254 vagas.
Em junho, apenas as concessionárias de veículos apontaram saldo positivo (170 novos vínculos celetistas) entre as nove atividades analisadas. Destacaram-se negativamente as lojas de vestuário, tecidos e calçados (-1.798 vagas), o grupo de outras atividades (-1.387 vagas) – em que predomina o comércio de combustíveis – e o varejo de materiais de construção (-1.217 vagas).

REGIONAL
A regional Campinas do SindiVarejista abrange as cidades de Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré, Valinhos.

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