ANP interdita Replan em Paulínia após explosões, e Petrobras importa diesel

Estatal providencia documentos que comprovem condições de segurança para a retomada das unidades não afetadas

Desde a última sexta-feira, 24 de agosto, a Replan (Refinaria de Paulínia) está interditada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em função das explosões e do incêndio em uma unidade de craqueamento da refinaria ocorridos na madrugada do último dia 20 de agosto, que teriam danificado dutos internos da unidade. A produção na unidade está paralisada desde o dia do incidente, e a expectativa (antes da interdição) era que a produção fosse retomada nesta semana.
Segundo a agência reguladora do setor, a “medida cautelar de interdição da Refinaria de Paulínia, tem a finalidade de garantir a segurança operacional das instalações e evitar novos acidentes, diante da possível retomada da operação das unidades da refinaria que não foram afetadas no acidente do dia 20/08/2018”.
A refinaria, a maior unidade processadora de petróleo da estatal Petrobras em capacidade, é responsável por aproximadamente 20% de todo o refino de petróleo no Brasil, e pode processar mais de 430 mil litros de derivados por dia.
Agora, para o retorno das operações, a Petrobras deverá encaminhar à Agência documentos e informações que comprovem condições de segurança adequadas, e então aguardar o “comunicado de desinterdição” das instalações.
Segundo a ANP, o acidente ocorrido às 00h51 do dia 20 de agosto afetou, na verdade, três unidades da Replan: a U683 (Unidade de Tratamento de Água Ácida), a U-220A (Unidade de Craqueamento Catalítico) e a U-200 (Unidade de Destilação Atmosférica). O acidente teve início com a explosão do tanque TQ-68301, da U683, seguido de incêndio do material inflamável contido no tanque, que se espalhou pelas outras duas unidades e em parte da tubovia (tubulação) principal. O fogo foi completamente extinto por volta das 4h da manhã, permanecendo o trabalho de rescaldo e resfriamento até o final da tarde do dia 20.
A ANP também já deu início ao processo administrativo de investigação de incidente. “Cabe ressaltar que a medida cautelar de interdição não inclui as operações de tancagem e utilidades, desde que não afetadas pelo acidente”, acrescentou a agência nacional.

OUTRO LADO
Em nota publicada na segunda-feira, dia 27 de agosto, a Petrobras confirmou a medida cautelar de interdição parcial da Refinaria de Paulínia pela ANP, “mantendo liberadas as operações de utilidades, tancagem e entrega de produtos”.
“A interdição se deu em virtude do incêndio ocorrido no dia 20/08, que teve como origem uma explosão no tanque de uma das unidades de águas ácidas associada à unidade de craqueamento catalítico, impactando também uma das unidades de destilação atmosférica da refinaria”, confirmou a empresa.
Segundo a nota da Petrobras, a companhia está providenciando os documentos e informações requeridos pela ANP, que devem comprovar as condições de segurança adequadas para a retomada segura da operação das unidades que não foram afetadas pelo acidente.
“A Petrobras aguardará a desinterdição das instalações pela agência, mantendo a perspectiva de início do processo produtivo para os próximos dias, uma vez que já estava tomando medidas similares às solicitadas pela ANP. A Petrobras reitera seu compromisso com a segurança operacional das suas instalações e de sua força de trabalho. Fatos julgados relevantes sobre o tema serão divulgados ao mercado e à imprensa”, completou a estatal.

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