Câmara de Paulínia cria comissão para fiscalizar nova empresa do Transporte

Legislativo convocou secretário municipal e representantes da empresa para discutir os problemas com os ônibus

As críticas ao serviço de Transporte Público Coletivo na cidade dias após a troca da empresa concessionária foram tema de reunião na quarta-feira (15/01) na Câmara de Paulínia. Os vereadores convocaram representantes da Prefeitura e da nova concessionária, a Terra Auto Viação, para cobrar providências. O Legislativo também decidiu montar uma comissão de parlamentares, com conhecimento nas áreas de transporte, mecânica e acessibilidade, para fiscalizar instalações, veículos e serviços.
Parlamentares fizeram questionamentos sobre a manutenção dos veículos, a quantidade de carros da frota, o atraso de linhas, o funcionamento de ar-condicionado, a estrutura para cobradores e as condições de acessibilidade oferecidas a pessoas com deficiência. A Câmara também entregou ofício ao Governo Municipal e à empresa com todas as perguntas, baseadas em reclamações de moradores e publicações na imprensa e em redes sociais.
O presidente da Câmara, vereador Antonio Miguel Ferrari, o Loira (DC), comandou a reunião. Também participaram da reunião, com perguntas e cobrança de medidas, os vereadores Daniel Muller (PL), Fábia Ramalho (PMN), Fábio Valadão (PRTB), Flávio Xavier (DC), João Mota (DC), José Soares (Republicanos), Manoel Filhos da Fruta (PCdoB), Marcelo D2 (PROS), Marcelo Souza (PRTB) e Tiguila Paes (Cidadania). Os demais parlamentares encaminharam assessores como representantes.
Pela Prefeitura de Paulínia, estiveram presentes à reunião o vice-prefeito Sargento Camargo (PSDB), o secretário municipal de Transportes, Antônio Carrera, o secretário municipal de Governo, Danilo Barros, o chefe de Gabinete da Secretaria de Transportes, Adriano Marino, e João Vitor Teixeira, assessor especial do prefeito.

INFORMAÇÕES
O representante da Terra Auto Viação, Márcio Silva, disse que o maior problema foi a falta de tempo para capacitar a mão de obra, já que os funcionários da antiga empresa foram incorporados no mesmo dia em que começou a valer o contrato, no dia 11 de janeiro.
Ele afirmou que todos os elevadores para cadeirantes funcionam, atribuindo falhas registradas a erros de operação, e também declarou que foi necessário instalar estrutura para cobradores, pois veículos novos são montados sem esse espaço próprio.
Segundo Silva, os ônibus estão em boas condições (há 62 disponíveis) e já foram tomadas medidas para atender a população. Ele também tentou explicar o motivo da circulação de ônibus com letreiros de bairros do Rio de Janeiro: os painéis deveriam ter fi cado desligados, com nome das linhas de Paulínia em placas nos primeiros dias.
O secretário de Transportes, Antônio Carrera, relatou como foi feita a contratação do serviço e disse que a empresa já foi notificada para cumprir obrigações contratadas. De acordo com a Prefeitura, não houve erro no edital: houve publicidade na escolha e o contrato é provisório e emergencial, com a mesma quantidade de ônibus e as mesmas rotas anteriores, e o valor de R$ 8 milhões ainda não foi liberado.
A nova empresa opera com 52 veículos acessíveis para pessoas com deficiência, percorrendo as 13 linhas existentes com os mesmos itinerários e horários que eram realizados pela concessionária anterior, a Viação Flama (Passaredo), empresa que prestou o serviço de Transporte Coletivo Municipal por 20 anos.
O valor da tarifa ao usuário continua em R$ 1, mas o subsídio pago pela Prefeitura por cada uma das 26 mil viagens diárias em média caiu de R$ 1,85 para R$ 1,40 com o novo contrato. Assim, a estimativa é que seja economizado cerca de R$ 1,9 milhão durante a vigência do contrato emergencial de 180 dias (seis meses), quando comparado ao antigo contrato.

Quinta-feira, 16 de Janeiro de 2020

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