Fisco apura fraudes de R$ 342,2 mil contra o ICMS em Sumaré e Paulínia

No total, “Operação Fake News” da Secretaria da Fazenda de São Paulo busca recuperar R$ 90 milhões em créditos irregulares de ICMS

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo deu início na quinta-feira (12/12) à “Operação Fake News”, com a finalidade de desarticular um esquema de sonegação baseado na transferência irregular de créditos acumulados de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estadual. Na região, há alvos da operação nas cidades de Sumaré e Paulínia, com valores supostamente sonegados de R$ 272,4 mil e R$ 69,7 mil, respectivamente, o que totaliza uma sonegação de R$ 342,2 mil.
O objetivo principal é recuperar mais de R$ 90 milhões de impostos que deixaram de ser recolhidos aos cofres paulistas no período de 2018 e 2019. A ação acontece simultaneamente em nove DRTs (Delegacias Regionais Tributárias) do Estado de São Paulo e tem como alvos 27 contribuintes que teriam utilizado créditos de ICMS de maneira irregular.
Ontem, os 35 agentes fiscais que participam da “Operação Fake News” notificaram os contribuintes a apresentarem a comprovação/vistos eletrônicos referentes aos créditos efetuados.
Todas as transações envolvendo crédito acumulado são feitas eletronicamente por um sistema específico (o e-Crecumentação falsificada e chegam a utilizar prints de telas de sistemas do Fisco deliberadamente modificadas.

ENTENDA O CASO
A “Operação Fake News” do Fisco Paulista possui um caráter educativo, já que, além desarticular esquema de sonegação, visa disseminar entre os contribuintes a correta maneira de transacionar crédito acumulado.
De maneira resumida, a apuração do ICMS é feita pelo regime de “Débito e Crédito”. Isso significa que, em cada mês, confrontam-se os valores dos débitos gerados pelas operações praticadas pelos contribuintes com os créditos recebidos naquele mesmo mês nas operações de compra de matérias primas, energia elétrica, serviços de transporte, dentre outros permitidos pela legislação.
Para alguns contribuintes, este confronto entre débitos e créditos pode gerar saldo credor, que, nas hipóteses previstas no artigo 71 do Regulamento do ICMS, pode ser “convertido” em crédito acumulado. O crédito acumulado, por sua vez, pode ser transferido nos casos previstos no artigo 73 do Regulamento, como para outro estabelecimento da mesma empresa, estabelecimento de empresa interdependente e até mesmo para estabelecimento fornecedor no caso de compras de máquinas, aparelhos, equipamentos industriais e até mesmo caminhões.
Apesar de toda a preocupação do Fisco paulista em regulamentar e tornar mais seguros os procedimentos para transferência de crédito acumulado de ICMS, visando coibir as fraudes no mercado paralelo, as irregularidades ainda persistem. Alguns contribuintes simplesmente se esquecem de que o Fisco monitora constantemente essas transações justamente com o objetivo de identificar divergências.

O E-CREDAC
O e-CredAc (Sistema Eletrônico de Gerenciamento do Crédito Acumulado), instituído pela Portaria CAT 26/2010, é o ambiente único e exclusivo para registrar as transações eletrônicas, seja de apropriação ou utilização, de crédito acumulado de ICMS. É também pelo e-CredAc que os estabelecimentos destinatários podem realizar a transferência de crédito acumulado. Para mais informações ou acesso ao sistema, acesse portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/ecredac.

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