Estudo sobre composição do lixo mostra a eficácia da coleta seletiva em Hortolândia

Em bairros atendidos pelo serviço, há menor quantidade de recicláveis misturados ao material orgânico, segundo Prefeitura

O que o lixo produzido por uma cidade diz sobre ela? Para responder esta questão, o Consórcio Hortoambiental, parceiro da Prefeitura na coleta de resíduos urbanos, realizou o 2º Estudo dos Resíduos Sólidos de Hortolândia. Um dos resultados verificados é que, nos bairros onde há coleta seletiva de materiais, seja porta a porta, seja voluntária, detectou-se menor quantidade de recicláveis misturados ao material orgânico.
“Isto indica a eficiência das ações das equipes de coleta de resíduos sólidos recicláveis fornecidas pelo Consórcio Horto Ambiental, que atendem todos os setores propostos, em conjunto com as equipes de educação ambiental que promovem a sensibilização dos munícipes quanto ao descarte correto e consciente. Assim como a coleta seletiva porta a porta, o funcionamento dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária de Entulho e outros materiais recicláveis) e LEVs (Locais de Entrega Voluntária) se apresenta eficiente, considerando as amostras retiradas de regiões portadoras destes recursos, que apresentaram índices de recicláveis relativamente baixos”, constatou o estudo, nas considerações finais.
Os resultados da pesquisa foram apresentados à população, na última terça-feira (26/11), durante evento ocorrido no auditório do Centro de Formação dos Profissionais de Educação Paulo Freire, no Remanso Campineiro. Atualmente, Hortolândia oferece coleta seletiva porta a porta em 32 dos 114 bairros. Há também 28 equipamentos de coleta seletiva pela cidade: 20 LEVs e oito PEVs – sendo que mais cinco novos estão em construção.
Os secretários de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Nazareno Zezé Gomes (titular) e Eliane Nascimento (adjunta), bem como o representante do Consimares (Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos), Fábio Orsi, e o vereador Cleuzer Marques de Lima, o John Lenon, compareceram à cerimônia. Durante o evento, também houve o lançamento do App Agenda Verde, aplicativo gratuito para denúncia de descartes irregulares de resíduos no município.

EVOLUÇÃO
Quando comparados aos obtidos no 1º Estudo Gravimétrico, os percentuais verificados no 2º mantiveram-se semelhantes. “No contexto geral do município, não houve grandes mudanças nos percentuais, embora seja visível a heterogeneidade regional no presente estudo, que se explica pelo fato de que as viagens amostradas nem sempre percorreram as mesmas regiões do estudo anterior”, apontou o estudo.
De acordo com o engenheiro José Baldino Vasconcelos, representante da Horto Ambiental que apresentou o Estudo Gravimétrico (veja abaixo), foram coletadas amostras nos 20 setores de coleta domiciliar existentes na cidade. Quase a metade do material coletado (42,81%) foi de material orgânico. Porém, 28% deste correspondem a itens recicláveis, como papel, papelão, vidro e metais, mas que, em razão da contaminação após ser misturado com o “lixo molhado”, não pode mais ser encaminhado para cooperativa de recicláveis. Junto ao material orgânico, também foram encontrados, na proporção de 5%, itens reaproveitáveis, como mato, folhas e galhos, que poderiam ser levados para compostagem.
“Conhecer os resíduos é algo fascinante e necessário. Assim, podemos saber os tipos de materiais encontrados no lixo comum da cidade. Hoje, contamos com sete caminhões na frota – cinco na ativa e dois reservas. Todo o material orgânico é encaminhado ao Aterro Sanitário da Estre Ambiental, em Paulínia. Em 2018, coletamos 4.600 toneladas de resíduos e, em 2019, até o momento, 4.631 toneladas”, afirmou Baldino.
“O estudo gravimétrico demonstra que a Prefeitura, em parceria com o Consórcio Horto Ambiental, busca aprimorar o sistema municipal de gestão de resíduos sólidos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12.305/2010. Esse é o segundo estudo realizado com a mesma metodologia e demonstra o tipo de material encontrado no lixo comum da cidade. O estudo permite melhor planejamento na gestão de resíduos como também diretrizes para expansão da Coleta Seletiva porta a porta e comparativos em relação ao primeiro estudo realizado em 2018”, avalia a secretária adjunta de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Eliane Nascimento.

Domingo, 1º de Dezembro de 2019

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