Regional de Campinas ‘puxa’ emprego industrial em julho e cria 1,1 mil vagas

Pesquisa de Nível de Emprego da Fiesp/Ciesp mostra que Regional Campinas criou 1,1 mil vagas na Indústria no mês passado

A região da Diretoria da Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Campinas – que inclui Sumaré, Hortolândia, Paulínia e outros 16 municípios – foi responsável praticamente por todo o resultado positivo na criação de empregos pelo setor no mês de julho em todo o Estado de São Paulo.
A Pesquisa de Nível de Emprego, levantamento feito pela Fiesp/Ciesp divulgado na sexta-feira (17), mostra a abertura de 1.000 vagas na Indústria de Transformação paulista em julho, em relação a junho. A variação, de 0,04%, “configura estabilidade e é o melhor resultado para o mês de julho desde 2013”.
No entanto, a mesma pesquisa mostra que o nível de emprego industrial na Diretoria Regional de Campinas, isoladamente, foi ainda melhor, e apresentou resultado positivo em julho de 0,69%, o que significou um aumento de aproximadamente 1.100 postos de trabalho – o melhor resultado mensal desde julho de 2010. No mês anterior (junho deste ano), o resultado da regional havia sido negativo, com a perda de 1.450 postos de trabalho (-0,91% no nível de emprego industrial nestas 19 cidades).
O resultado dos sete primeiros meses do ano na área da Regional de Campinas também é positivo. Segundo a pesquisa, no ano, até agora, temos um acumulado de 1,41%, representando um aumento de aproximadamente 2.250 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses (de agosto de 2017 a julho de 2018), na região, o resultado acumulado é de 1,61%, representando um aumento de aproximadamente 2.550 novos postos de trabalho com carteira assinada.
Além disso, a pesquisa mostra que o nível de emprego industrial na Diretoria Regional de Campinas no mês de julho foi influenciado pelas variações positivas dos setores de Produtos Alimentícios (2,38%), Produtos de Borracha e Plástico (2,01%), Produtos de Minerais Não-Metálicos (1,69%), Máquinas e Equipamentos (1,10%), Confecção (0,85%) e Produtos Farmacêuticos (0,74%).
Já os setores que fecharam mais vagas, percentualmente, foram os de Metalurgia (-1,64%), Produtos de Madeira (-1,59%), Impressão (- 1,37%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-0,68%). No geral, dos 22 setores analisados pela pesquisa, 15 tiveram variação positiva no nível de emprego no mês passado na região.

NO ESTADO
No Estado de São Paulo como um todo, no ano, a geração de postos de trabalho industriais ainda é positiva, com a criação de 17.000 novas vagas. Dos 22 setores industriais acompanhados pela pesquisa, 11 contrataram mais do que demitiram, 3 ficaram estáveis e 8 cortaram vagas.
“Mas esse total é inferior à média histórica de contratações no período de janeiro a julho (43.000 postos criados por ano). E como o segundo semestre de cada ano costuma ter número de demissões que ultrapassa o de contratações no início do ano, pode se frustrar a expectativa de criação líquida de vagas em 2018”, explicou em nota a Fiesp/Ciesp.
“Não há fato novo que faça prever melhora do emprego até o final do ano”, afirmou José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp. “Nos últimos dez anos, somente em um deles, 2010, houve criação de empregos. Isso é muito ruim, porque a indústria sempre foi a mola propulsora do desenvolvimento de São Paulo. Passar esse longo tempo sem gerar mais empregos, com baixo investimento, é muito preocupante”, completou.
O ritmo abaixo do esperado da recuperação da Economia, ao lado da repercussão da greve dos caminhoneiros, ajuda a explicar o menor número de vagas criadas. Há cautela entre os empresários, provocada pela incerteza em relação ao custo do frete rodoviário e à eleição de outubro, segundo a Federação e o Centro das Indústrias.

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