Vendas do Dia das Crianças devem crescer 4,70% na RMC, aponta Acic

Estimativa otimista foi feita com base no resultado do Comércio em outubro de 2018 e na liberação de recursos aos trabalhadores

Demonstrando otimismo, a Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) prevê um faturamento de 4,70% nas vendas do Comércio da RMC (Região Metropolitana de Campinas) para este Dia das Crianças, celebrado em todo o país neste sábado, 12 de outubro – Feriado de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Segundo a Acic, o faturamento do Comércio da metrópole neste ano deve alcançar R$ 428 milhões em presentes para as crianças, bem acima dos R$ 408 milhões verificados no ano passado.
Para a entidade de classe, que acompanha o desempenho do Setor Varejista das 20 cidades da metrópole mês a mês – incluindo Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia –, alguns fatores devem ajudar neste resultado.
“A perspectiva para as vendas do Dia das Crianças de 2019 na Região Metropolitana de Campinas é de uma expansão de 4,70% sobre a comercialização de 2018, que se por sua vez expandiu 3,10% sobre o ano anterior, 2017. A entrada de recursos do PIS/Pasep e do FGTS para este último trimestre do ano, juntamente com o 13º salário, deve melhorar o poder de compra dos consumidores, que deverão comprar acima do valor gasto no ano passado, fazendo o índice de expansão chegar próximo dos 5%”, apontou em nota o economista e diretor da Acic, Laerte Martins.
Expectativa similar tem a Acias (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Sumaré), que estima um aumento de pelo menos 4% nas vendas deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado. O Dia das Crianças é a terceira melhor data para o comércio, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. “Com lojas variadas, o Comércio de Sumaré tem opções de presentes para todos os gostos e bolsos. É uma oportunidade para os pais pesquisarem e escolherem a melhor opção de presente”, apontou a entidade de classe sumareense.

MÃO DE OBRA
Já a contratação de mão de obra temporária pelo Comércio Varejista da RMC deve se expandir em 3,25%, atingindo 2.350 temporários (perante 2.276 contratações por tempo limitado realizadas pelo setor regional em 2018) e “ficando acima de 2018, que por sua vez subiu 1,75% em comparação ao ano anterior”.
O valor médio do presente, de R$ 147,00, deve crescer 5% sobre os R$ 140,00 gastos em média por cada família no ano passado – novamente, uma evolução maior que os +4,10% verificados no ano passado sobre o valor médio dos presentes por cada criança gasto em 2017.
“O impacto da valorização do dólar nos custos dos presentes importados elevou o preço médio dos presentes bem acima que a inflação, assim como as passagens aéreas e os combustíveis em geral, com a moeda americana (dólar) cotada a mais de R$ 4,50 por US$ 1,00”, justificou o economista Laerte Martins.
Os brinquedos mais procurados para venda são, segundo a Acic, as bicicletas, eletroeletrônicos, celulares e skates para os meninos, e bonecas, jogos educativos, celulares e itens de vestuário para as meninas.

Especialista orienta pais e parentes sobre como fazer a melhor compra
E para os pais, avós e padrinhos? Segundo o doutor em Educação Financeira e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros Reinaldo Domingos, cinco orientações simples podem auxiliar os responsáveis a realizarem os sonhos dos pequenos sem estourar o orçamento familiar.
“Planeje-se. Essa é uma data que se repete todo ano. Então, é possível incluir essa previsão de gasto já no planejamento, para conseguir escolher o presente com antecedência e se programar, pesquisando o melhor preço e pagando à vista. Não é tão difícil assim”, apontou.
O especialista também orienta a “pesquisar em vários lugares”. “Muitas vezes, o mesmo produto pode estar bem mais barato em outro lugar. Isso acontece muito na internet, afinal, as lojas possuem mais condições de fazer ofertas. Procure em, pelo menos, três sites, veja o valor à vista e parcelado, quanto cobra de frete, enfim. Se tiver tempo, veja também em lojas físicas, especialmente as de bairro, que conseguem praticar um preço mais em conta”, alertou.
Também é importante, “mais do que dar algo que a criança possa gostar, é dar algo que ela realmente sonha, realizar alguma vontade, enfim, algo mais expressivo do que um desejo pontual”. “Assim, não será só o valor financeiro que contará, mas sim o sentimental, que é difícil precificar. Só vemos vantagem.”
Também é possível unir familiares para viabilizar uma compra mais cara. “Se os tios e avós também forem presentear as crianças, juntem-se para dar um único presente mais expressivo. Às vezes, elas vão preferir isso a vários presentes menores e não tão significativos e, para os adultos, pode sair mais barato para cada um”, ponderou Domingos.
Por fim, vale sempre a máxima: “negocie”. “É na hora de comprar que muita gente não pratica algo que pode ajudar muito a economizar: negociar. Há pessoas que têm vergonha, acham que estão sendo pedintes ou que é uma atitude ‘feia’, mas isso faz parte da prática de mercado, é normal e pode render bons descontos”, completou o professor.

Quarta-feira, 9 de Outubro de 2019

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