Câmara apela a Doria e Bolsonaro por incentivos à Indústria Têxtil de Sumaré

O presidente da Câmara Municipal de Sumaré, vereador Willian Souza (PT), apresentou uma Moção de Apelo ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e ao governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), pedindo incentivos ao crescimento da produção têxtil em Sumaré, bem como a implantação de mecanismos para que não seja permitido um alto índice de importações neste segmento. A moção foi aprovada com 18 votos durante a sessão ordinária realizada na noite de terça-feira (17/09).
Sumaré é integrante do chamado Polo Têxtil Paulista, formado ainda pelas cidades de Nova Odessa, Americana, Hortolândia e Santa Bárbara d’Oeste, região também conhecida como o maior polo da Indústria Têxtil do Brasil. Trata- -se também de um dos principais locais em que são produzidas fibras artificiais e sintéticas na América Latina. A produção na região, em sua maior parte, é de tecidos para vestuário masculino e feminino, tecidos para decoração e tecidos técnicos.
“Nosso município abriga cerca de 50 fábricas de manufaturas têxteis (fios/linhas, tecidos e malhas), beneficiamento e confeccionados (vestuário e linha lar), gerando aproximadamente dois mil empregos diretos. Uma participação relevante na economia local e regional. No Estado, aproximadamente 450 mil trabalhadores e trabalhadoras dependem deste segmento”, destacou Willian Souza.
O vereador ressaltou, no entanto, que tais indústrias e empresas convivem constantemente com o temor da entrada de produtos importados no mercado nacional, principalmente nesta área têxtil, fato que destrói a indústria nacional. “Nossa produção regional sofre a partir das mudanças comerciais, com o aumento da importação de produtos, principalmente asiáticos, perdendo a competitividade no segmento têxtil”, afirmou o petista.
Com a “competição desigual” dos importados, segundo o presidente da Mesa Diretora, “muitas empresas perdem condições de permanecer no mercado, sofrendo grande impacto e sendo obrigadas a diminuírem sua produção e demitirem trabalhadores”.
Entre as principais demandas das indústrias e que dependem da intervenção dos governos Estadual e Federal, estão a ampliação da concessão do benefício do crédito outorgado de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para insumos ainda não contemplados, como o algodão, revisão dos preços do gás natural e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), permitindo a concorrência no mercado global, e a possibilidade de utilizar créditos acumulados do ICMS para o pagamento de fornecedores e uma ação de combate à informalidade.

Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

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