Foragido da ‘Operação Sheik’ contra tráfico de drogas é preso em M. Mor

Indiciado seria um dos responsáveis pelo controle e distribuição de entorpecentes a outros traficantes vinculados a “chefe” de Capivari

Policiais civis da UIP (Unidade de Inteligência Policial) do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), de Piracicaba, prenderam um dos responsáveis pelo controle e distribuição de entorpecentes a outros traficantes a mando de um “chefe do tráfico” de Capivari. D.S.A., de 34 anos, foi preso em um sítio na zona rural de Monte Mor na manhã da quinta-feira (19/09). A ação contou com o apoio dos policiais civis da DIG/Dise (Delegacia de Investigações Gerais e Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Piracicaba.
D. era considerado um dos foragidos da Justiça desde a “Operação Sheik”, deflagrada na semana passada (no dia 10/09) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e a Polícia Civil.
De acordo com os investigadores, o suspeito residia no bairro São João Batista, em Capivari, na mesma região onde outros 20 acusados foram presos em uma operação que ocorreu recentemente. D. era alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça devido às acusações de envolvimento com o tráfico de drogas realizado pela quadrilha.
A “Operação Sheik” visava combater a uma extensa organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros delitos, com atuação predominante em Capivari. Um homem que seria o responsável pelo “abastecimento” dos pontos de venda de drogas do grupo foi preso em Hortolândia na última terça-feira, dia 10. Durante a ação, também foram cumpridos 68 mandados de busca e apreensão, e 29 de prisão preventiva. As identidades dos investigados não foram reveladas.
De acordo com o MP, “Sheik” é uma referência à forma como é conhecido um dos chefes da organização criminosa, tido como o maior traficante de Capivari e que atuava com ramificações nos municípios de Rafard, Rio das Pedras, Americana, Santa Barbara d’Oeste e Hortolândia.
Na semana passada, o diretor do Deinter-9, delegado Kléber Torquato Altale, disse que 150 policiais civis foram divididos em 45 equipes para a operação, com apoio da equipe do helicóptero Pelicano da Polícia Civil de São Paulo. “Foi um trabalho conjunto com o Gaeco que resultou em prisões importantes relacionadas ao tráfico de drogas. Do total de 29 alvos, sete já estavam presos por outros crimes, e dois estão foragidos”, comentou o diretor na ocasião.
Altale afirmou que, durante a ação, também foram apreendidos mais de 7 quilos de maconha, cocaína e haxixe, além de um revólver e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro vivo. Foi ainda decretada a indisponibilidade de 17 veículos, alguns dos quais foram apreendidos e encaminhados ao pátio do Detran (Departamento de Trânsito).
Na ocasião, o promotor do Gaeco de Piracicaba, André Vítor de Freitas, disse que a investigação vinha sendo realizada desde 2016. “A investigação foi coordenada e organizada para chegar até quem lucra, e não apenas a quem ‘coloca as mãos’ na droga. Sabe-se quem está envolvido, mas precisamos de meio para comprovação, por isso necessitou-se de uma coleta de provas longa”, explicou Freitas.
Eles comporiam uma rede de atuação coordenada e estruturada, com divisão de funções e áreas territoriais de atuação bem definidas, contando com inúmeros pontos de tráfico de drogas sob seu controle e comando, além de diversos estabelecimentos comerciais e outras atividades organizadas para dar vazão aos recursos obtidos com a traficância, tais como loja de roupa, lava-rápido, lanchonetes, restaurantes, eventos musicais, dentre outros.
Dentre os integrantes da organização criminosa comandada por Sheik, estão pessoas com extenso histórico de envolvimento criminal, incluindo homicídio, tráfico de drogas, roubo e associação para o tráfico, além de alguns integrantes da organização criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que age dentro e fora dos presídios.
Ao longo das investigações, foi apurado que os veículos eram de propriedade de integrantes da organização criminosa e que vinham sendo utilizados constantemente para os interesses criminosos do grupo, principalmente para recolhimento de dinheiro nos pontos de tráfico de drogas.
Por fim, segundo o MP e a Polícia Civil, as investigações prosseguirão agora para “atingir outras frentes de atuação da organização criminosa, principalmente em relação à corrupção de agentes públicos (policiais civis e militares, servidores públicos municipais), lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar”.

Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

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