Sinditec aponta as ‘dificuldades’ do Setor Têxtil em reunião em Brasília

Presidente Dilézio Ciamarro e outros dirigentes do setor conversaram com presidente da Frente Parlamentar da Indústria Têxtil

O presidente do Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estamparia e Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré), Dilézio Ciamarro, participou no último dia 02 de julho de uma reunião na Câmara dos Deputados, em Brasília, com o presidente da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção, deputado federal Marcos Pereira (PRB-SP). Foram discutidas as principais propostas em tramitação no Congresso Nacional voltadas ao aumento da competitividade do produto brasileiro e à geração de novos postos de emprego.
Dilézio Ciamarro apresentou ao deputado informações do setor, principalmente da nossa região, e as dificuldades enfrentadas pelas empresas. Também colocou o Sinditec à disposição da Frente Parlamentar “para trabalhar pelo setor e contribuir no que for necessário”. “Reconhecemos o importante trabalho que a Abit tem feito, na pessoa do seu presidente Fernando Pimentel, e estamos dispostos, no que for possível, a somar nesse trabalho. A situação ainda é crítica no setor têxtil. É necessário que medidas sejam adotadas com muita urgência para que as empresas voltem a investir, crescer e gerar empregos”, destacou o dirigente de classe.
Estiveram também nesse encontro o presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Fernando Pimentel, Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil/SP, e o vereador Cláudio Peressim, presidente do Sindicato Têxtil de Santa Bárbara d’Oeste.
A Abit citou que questões como tributação, ambiente macroeconômico, relações do trabalho, segurança jurídica, educação, meio ambiente, infraestrutura, eficiência do Estado/ desburocratização, comércio internacional, política industrial e de inovação, produtividade da empresa e financiamento estão entre os principais temas apresentados pelos empresários para serem deliberados junto à Frente Parlamentar.
O deputado Marcos Pereira reafirmou seu compromisso com essa agenda, pela qual vem atuando desde sua passagem como ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. “Estamos trabalhando em favor da indústria nacional, proporcionando desenvolvimento, geração de divisas e empregos. Para a economia voltar a crescer, o país precisa avançar nas reformas estruturantes”, avaliou.

O ARRANJO
O APL (Arranjo Produtivo Local) da RMC (Região Metropolitana de Campinas), também conhecido como “Polo Têxtil Paulista” ou “PoloTecTex”, foi criado em lei estadual anterior e é formado pelas cidades de Americana, Sumaré, Hortolândia, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste, e é considerado o maior polo da Indústria Têxtil e de Confecção do Brasil, responsável por 85% da produção nacional de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas. O Polo conta atualmente com cerca de 1.400 empresas de confecção e 700 de tecelagem.
Além disso, no último dia 1º de julho, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico confirmou que todas as cidades do APL serão incluídas no novo polo de desenvolvimento econômico têxtil anunciado em maio pelo Governo do Estado, que prevê “pacotes” de benefícios setoriais para a Indústria do Estado de São Paulo. A criação dos polos, um para o grande setor industrial, promete uma simplificação tributária e regulatória, linhas de financiamento competitivo, pré-aprovação de licenças de operação e customização de cursos de qualificação para as empresas das cidades incluídas em cada respectivo arranjo.

Quinta-feira, 11 de Julho de 2019

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