Desemprego cresce 33,08%na região em 4 anos, e 52.397 pessoas buscam vagas

Neste período, são 13.024 trabalhadores a mais procurando emprego na área de cobertura do Tribuna Liberal

Em apenas quatro anos, de dezembro de 2015 a dezembro do ano passado, o número de desempregados cresceu 33,08% na soma das cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia. São, neste período, 13.024 trabalhadores a mais procurando emprego na área de cobertura do Jornal Tribuna Liberal. Nas 20 cidades que formam a RMC (Região Metropolitana de Campinas), houve um aumento de 36,83% no desemprego no mesmo período, com 61.701 pessoas a mais procurando emprego.
Havia, em dezembro do ano passado, 52.397 trabalhadores da microrregião na busca por uma vaga, contra 39.373 em dezembro de 2015. Na RMC, estes números eram de 229.220 e 167.519, respectivamente.
É o que demonstra uma análise dos dados de emprego e desemprego compilados e divulgados mensalmente pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas). O estudo é feito e divulgado periodicamente pelo economista Laerte Martins, da Acic, a partir das informações disponibilizadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
A conta segue a metodologia de entidades como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e leva em conta também uma estimativa de quantas pessoas em idade produtiva estão, em determinado momento, realmente procurando emprego – ou seja, são parte da chamada PEA (População Economicamente Ativa). Como esta PEA é “flutuante”, e como o mercado informal tem um peso muito grande no total de ocupados da RMC, o total de desempregos na Região Metropolitana varia bastante.
Assim, analisando-se detalhadamente a tabela, constatam-se outras informações relevantes sobre o mercado de trabalho da microrregião. Por exemplo, que a variação do percentual de desempregados varia bastante de município para município.
Se em Monte Mor esse percentual de desempregados cresceu 76,80% (de 2.125 para 3.757 trabalhadores com currículo na mão), em Sumaré o aumento foi de “apenas” 18,78% (de 14.842 para 17.629), índice praticamente igual ao próprio crescimento vegetativo da PEA, que foi de 15,91% no período de quatro anos analisado (subindo de 152.861 trabalhadores em dezembro de 2015 para 177.180 quatro anos depois). As demais variações nos números de desemprego foram, na sequência, de Hortolândia (+45,24%), Paulínia (+43,08%) e Nova Odessa (+20,58%).
No entanto, o maior total de trabalhadores em busca de vagas continua sendo em Sumaré, com 17.629 desempregados dentre sua PEA, seguida por Hortolândia, com 13.144 desempregados, Paulínia (11.206), Nova Odessa (6.661) e Monte Mor (3.757). Em todos estes casos, percentuais de desemprego variavam, em dezembro passado, de 9,11% (Hortolândia) a 16,20% (Paulínia).

ANÁLISE
Para o economista e diretor da Acic, Laerte Martins, a boa notícia é que este número tem caído nas parciais registradas nos primeiros meses de 2019, na RMC como um todo. “Na avaliação do número de desempregados de dezembro de 2015 até abril de 2019, observa-se que houve uma redução de -4,78% na taxa dos 36,83% de desempregados de longo prazo até dezembro de 2018, ficando portanto em 30,59% até abril de 2019. Essa redução implica em avaliar que nesses últimos 4 meses (janeiro a abril de 2019), houve uma redução de 10.464 postos de trabalhadores desempregados, indicando que neste início de ano houve um aumento nas contratações e uma redução nas demissões”, afirma Martins.
Ele estima ainda que, com essa “tendência”, apesar da crise pela qual passa a Economia nacional, “deveremos ter recuperação na geração de empregos este ano, principalmente se a Reforma Previdenciária se confirmar neste 2º semestre de 2019”.
“A aprovação da Reforma da Previdência Social garantirá a sustentabilidade fiscal do Brasil. É imprescindível virar esta página. Novos tempos exigem mudanças e readequações. O olhar precisa ir além do impacto inicial dos novos critérios previdenciários e se concentrar no valor que será possível economizar com o conjunto de ajustes nas regras, de forma que o governo possa voltar a investir em setores essenciais como infraestrutura, saúde, educação, saneamento básico, geração de empregos, ajudando o País a retomar o ritmo desejado de crescimento”, avalia a presidente da Acic, Adriana Flosi.

Domingo, 07 de Julho de 2019

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