EMTU promete para 2020 o início das obras da ‘Variante Hortolândia-Sumaré’

No entanto, estatal responsável pelas obras do Corredor Metropolitano Noroeste não forneceu detalhes ou cronograma

Sem dar qualquer detalhamento, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) confirmou em nota nesta semana que as obras da “Variante Hortolândia-Sumaré” do Corredor Metropolitano Noroeste “Vereador Biléo Soares”, com 4,5 quilômetros de extensão e por onde devem circular as linhas de ônibus coletivos que atendem a região, devem começar “no início de 2020”. As diretrizes para as obras foram expedidas pela Prefeitura de Sumaré há quatro anos.
A informação foi dada inicialmente pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, ao prefeito sumareense Luiz Alfredo Dalben (PPS), no dia 30 de maio, durante cerimônia em Hortolândia. A estatal não confirmou, no entanto, quais obras serão realizadas, nem o cronograma previsto.
A EMTU é uma empresa estatal do Governo do Estado que gerencia o sistema de Transporte Coletivo Intermunicipal na RMC (Região Metropolitana de Campinas), e que ficou encarrega desde o início do século pelas obras do Corredor Noroeste também nas cidades de Campinas, Hortolândia, Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d’Oeste – onde o traçado está praticamente completo, restando obras do trecho Campinas-Hortolândia que devem se concluídas ainda neste ano.
Divulgado e detalhado em 2016, o trecho conhecido como “Variante Hortolândia-Sumaré” teria 7,8 quilômetros no total (incluindo os trechos aproveitados de vias já existentes) e previa originalmente a construção de uma nova avenida de duas pistas e 4,5 km de extensão ligando o Terminal Metropolitano de Hortolândia, situado na Avenida Olívio Franceschini, através da área do Horto Florestal, até a esquina das avenidas Rebouças e José Mancini, no Centro de Sumaré, bem como a utilização de trechos de ambas para a criação das faixas exclusivas para os coletivos.

NOVO VIADUTO
No final da Avenida José Mancini, deveria ser construído um novo viaduto ligando o Centro à região de Nova Veneza, por sobre a linha férrea e o Ribeirão Quilombo, até o início da Avenida da Amizade – onde, por sua vez, a EMTU previa, em 2016, a construção de uma nova “rodoviária” (ou “rodoterminal”) de Sumaré.
O novo viaduto, que ainda estava em fase de licenciamento ambiental no final de 2016, era a obra “priorizada” até então, em comum acordo entre Prefeitura e Governo do Estado, e deveria ser o primeiro a ser construído. O Terminal Rodoviário e a nova avenida entre as duas cidades viriam na sequência.

SUMARÉ-NOVA ODESSA
Concluída a “Variante Hortolândia-Sumaré”, no entanto, não havia trajeto proposto, naquele momento (final de 2016), para o último trecho do Corredor que falta na região, entre o Centro de Sumaré e Nova Odessa. Assim, não havia previsão de obras no restante da Avenida Rebouças, desde a esquina com a Avenida José Mancini até a divisa com a Avenida Ampelio Gazzetta, em Nova Odessa.
Até 2016, debatia-se se seria mais viável a utilização da Avenida Julia de Vasconcellos Bufarah/João Argenton (que acompanha a linha férrea) para fazer a ligação do “novo” terminal no início da Avenida da Amizade até o trecho do Corredor já implantado na Ampelio Gazzett a, ou se essa ligação deveria ser feita pela Rebouças.
A reportagem questionou diversas vezes a EMTU nesta semana sobre todas essas obras que eram previstas em 2016 para a “Variante Hortolândia-Sumaré” do Corredor Metropolitano, bem como se havia ou não uma definição de trajeto para o futuro trecho Sumaré-Nova Odessa, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. O espaço para esclarecimentos permanece à disposição da estatal.

Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

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