Detento é flagrado com 31 porções de maconha dentro do estômago no CPP

Entorpecente foi encontrado durante revista com escâner corporal no retorno ao CPP de Hortolândia; preso responderá a nova acusação por tráfico

O detento K.E.S.N, de 24 anos, foi flagrado com 31 porções de maconha, pesando 157 gramas no total, dentro do estômago, ao passar pela revista com a utilização do escâner corporal. Ele retornava ao CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Hortolândia na tarde de quinta-feira (06), após realizar serviços externos. De acordo com o boletim de ocorrência, o próprio preso teria vomitado espontaneamente o entorpecente.
Posteriormente, o detento foi encaminhado ao Plantão Policial da cidade, onde foi autuado novamente, em flagrante, sob acusação de tráfico de drogas. A direção da unidade prisional também vai instaurar o procedimento de investigação disciplinar em desfavor do reeducando, para apurar as circunstâncias do fato, e será solicitada a regressão de regime semiaberto do mesmo junto à Vara das Execuções Criminais de Campinas, para o regime fechado.

O CASO
Por volta das 16h30 da última quinta-feira (06), o preso foi submetido à revista corporal de rotina no aparelho de escaneamento por raios-x no setor de portaria do presídio, onde foi constatada, através das imagens, a presença de “objetos estranhos” dentro do seu estômago. O acusado teria confessado que havia engolido as porções de drogas, e expeliu os itens logo depois, pela via oral, espontaneamente. Posteriormente, ele foi levado ao Hospital Municipal Governador Mário Covas, onde foi constatado que mais nenhum objeto estranho estava em seu estômago.
As substâncias foram aprendidas e encaminhadas à Delegacia de Hortolândia, onde foi registrado um boletim de ocorrência em flagrante por tráfico. Em seguida, o preso foi encaminhado para a Cadeia de Sumaré, onde ficou até ser apresentado ao Poder Judiciário para a realização da audiência de custódia.
O reeducando relatou aos policiais civis que havia aceitado tentar levar os entorpecentes para o interior da unidade como “pagamento de uma dívida na cadeia”, mas não quis informar quem seria o fornecedor das drogas ou para quem ele deveria entregar o material ilícito uma vez dentro da penitenciária.

Sábado, 08 de junho de 2019

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