Indústria da Regional Campinas perde 100 vagas de trabalho no mês de abril

Foi o quinto resultado negativo nos últimos seis meses; no ano, Indústria registra queda de aproximadamente 700 postos de trabalho

Pela quinta vez nos últimos seis meses, a Indústria da Transformação dos 19 municípios da Diretoria Regional de Campinas do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) fechou vagas de emprego com carteira assinada em abril. No total, a Regional Campinas (que inclui Campinas, Sumaré, Hortolândia, Paulínia e outras 15 cidades) fechou 100 vagas no mês passado, o que representa uma variação total de -0,05% do total de vagas neste setor da Economia.
É o que aponta a mais recente Pesquisa do Emprego realizada mensalmente com objetivo de mensurar a evolução do emprego na Indústria Paulista de Transformação, divulgada nesta semana pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Ciesp. “Quando comparados os meses de abril dos anos de 2018 e 2019, temos um cenário pior, pois em abril de 2018 o resultado foi positivo em 0,40% (com a geração de 650 empregos)”, relembrou a entidade de classe.
Além do resultado ruim de abril, o nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp apresenta, no ano, um resultado acumulado de -0,44%, “representando uma queda de aproximadamente 700 postos de trabalho”. De fato, em março, o setor havia fechado 200 vagas, criado 50 em fevereiro e perdido outros 450 empregos com carteira em janeiro.
“Nos últimos 12 meses, o acumulado é de-1,36%, representando uma queda de aproximadamente 2.150 postos de trabalho”, acrescentou o Centro das Indústrias do Estado. O gráfico que acompanha o estudo mensal mostra resultados negativos também em dezembro e novembro do ano passado, perfazendo os cinco resultados negativos nos últimos seis meses. Nos últimos 12 meses, foram oito resultados negativos.

POR SETO
Dos 22 subsetores da Indústria analisados pelo estudo da Fiesp/Ciesp, dez fecharam vagas de emprego em abril, sete criaram empregos e cinco ficaram totalmente estáveis, com variação zero no nível de emprego.
Dentro os subsetores que criaram vagas, os destaques positivos foram os de Equipamentos de Informática, Eletrônicos e Ópticos (com variação no mês de 4,65%), Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (4,00%) e Produtos de Minerais Não-Metálicos (2,44%).
Já entre os que fecharam vagas, destaques negativos para os subsetores de Móveis (com uma expressiva variação de -10,04% em apenas um mês), Produtos Têxteis (- 2,78%), Outros Equipamentos de Transporte (-2,37%) e Produtos de Madeira (-2,15%).
No ano, o subsetor que mais gerou empregos até agora foi o de Confecção e Acessórios (+6,61%), e nos últimos doze meses, o destaque positivo é do subsetor de Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos (+9,82%). No lado oposto, a área que mais perdeu empregos no ano até aqui foi o subsetor de Produtor Diversos (- 23,68%), e em 12 meses, o de Impressão e Reprodução de Gravações (-24,32%).

NO ESTADO
No Estado de São Paulo como um todo, a Indústria da Transformação gerou 9,5 mil novos postos de trabalho em abril, variação positiva de 0,45% na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o saldo segue positivo em 21,5 mil postos.
Os setores de Alimentos e Derivados de Petróleo e Álcool contrataram mais de 12 mil novos trabalhadores em abril, que foram as principais influências positivas para o saldo do mês na indústria paulista.
“Esses setores, que são influenciados pela sazonalidade da cana de açúcar, geraram contratações abaixo da média dos anos anteriores – que é de 27 mil novas vagas. Os demais setores da indústria estão em compasso de espera em razão do baixo desempenho econômico. Como este ano vem apresentando saldos abaixo do esperado, o resultado do emprego no fechamento do ano é preocupante”, avaliou em nota José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp.

Sexta-feira, 17 de Maio de 2019

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