Sérgio Rosa cobra explicações da Cetesb por mau cheiro em Sumaré

Diversas reclamações chegaram ao gabinete do vereador; Moção de Apelo será encaminhada ao MP Ambiental

O mau cheiro que vem sendo sentido por moradores de diversas regiões de Sumaré nas últimas semanas levou o vereador Dr. Sérgio Rosa (PDT) a cobrar explicações da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), agência do Governo do Estado responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição. A cobrança veio por meio da Moção de Apelo apresentada pelo parlamentar e aprovada por 16 votos durante a sessão ordinária da Câmara da última terça-feira, dia 07 de maio. A Cetesb e a Prefeitura já buscam a origem do problema.
Problema semelhante já havia afetado a região central da cidade em 2013, resultando em uma série de reportagens do Jornal Tribuna Liberal e na ação de diversos órgãos públicos. Na ocasião, a origem foi identificada como sendo uma grande na região rural do Cruzeiro, que emitia um forte cheiro típico de esterco, adubo orgânico e compostagem, geralmente no final da tarde, quando aumentava o calor ambiente.
No documento desta semana, Sérgio Rosa afirma que “têm chegado inúmeras reclamações ao gabinete sobre a existência de um mau cheiro insuportável nas diversas regiões da nossa cidade, o qual precisam ser identificados tanto a origem como o responsável por tal ocorrência”. O vereador solicita que os responsáveis pela emissão do odor sejam “imediatamente notificados e punidos”.
“Considerando que não se sabe o que está ocasionando o mau cheiro reclamado, é necessário que sejam tomadas medidas urgentes, pois, além de desagradável o odor, indagamos: quais os riscos, sintomas e doenças ocasionadas pela inalação desse ar contaminado por esse período de tempo?”, questiona o vereador.
A moção ressalta que a alta exposição e inalação desses odores concentrados de poluidores podem ocasionar sérias doenças respiratórias, incluindo queda de pressão arterial, tontura e perda de consciência.
“Os efeitos sobre o sistema nervoso central, tais como dores de cabeça, convulsões e tremores, podem ocorrer. A vítima pode experimentar visão turva e sensibilidade à luz, bem como irritação ocular grave. Tudo isso em razão de estar recebendo e respirando um ar com baixa taxa de oxigênio. Podendo também experimentar membranas inflamadas dos olhos, tosse e problemas nasais, além de dores de cabeça”, apontou o parlamentar.
O vereador finaliza o documento solicitando que a cópia seja encaminhada para conhecimento da Promotoria de Meio Ambiente.

OUTRO LADO
Em nota solicitada pela reportagem, a Cetesb informou que “está à disposição das autoridades do município de Sumaré”. “No início deste mês a Agência de Americana solicitou aos vereadores os locais e endereços onde há reclamações. A equipe aguarda as informações para programar a vistoria. Paralelamente, técnicos da Cetesb buscam identificar a fonte de emissão do odor para aplicar as medidas necessárias”, informou o órgão estadual.
Já a Prefeitura de Sumaré explicou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente também recebeu denúncias da população sobre o mau cheiro e, nos dias 22 e 24 de abril, em ação junto à Vigilância Sanitária, vistoriou uma granja no bairro Chácaras Primavera e uma criação de porcos na região do Ponte Funda, respectivamente.
“Nas ocasiões, não foi detectado que o mau cheiro viria desses locais. Os proprietários, porém, foram notificados para apresentar, em 15 dias, documentação de licenciamento ambiental. Os documentos foram apresentados e a situação dos estabelecimentos é regular. Há, ainda, outros locais que serão fiscalizados em breve pela equipe”, finalizou a Administração Municipal.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2019

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