ANP interdita parte da empresa onde explosão matou dois semana passada

No último dia 08, explosão em tanque de combustível da Prisma matou funcionários que faziam manutenção do equipamento

A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) confirmou ter interditado, no último dia 11 de abril, as instalações onde é produzido biodiesel pela empresa Prisma Brazil Group, na área central de Sumaré. Trata-se do local onde, no último dia 08, uma explosão em um tanque de combustível causou a morte de dois funcionários que faziam a manutenção do equipamento. Faleceram no acidente o líder de manutenção, Thiago Albino Benedicto, de 40 anos, que morava em Santa Bárbara d’Oeste, e ajudante Maicon Roberto João, de 28 anos, que residia em Nova Odessa.
“Fiscais da ANP estiveram na empresa Prisma em 11/04 e realizaram a interdição da instalação produtora de biodiesel”, informou a agência estatal, responsável pela regulação e fiscalização do setor de petróleo e seus derivados em todo o país.
Além disso, paralelamente, foi aberto pela Agência um processo de investigação do acidente. “A empresa tem 30 dias, a partir da data do acidente, para enviar à Agência relatório detalhado sobre o ocorrido. Este prazo pode ser prorrogado, mediante fundamentação técnica da empresa e aprovação da ANP”, ressaltou o órgão federal.
A ANP confirmou também que vai “estabelecer em laudo as condicionantes para desinterdição, e encaminhará à empresa (as agências para a eventual desinterdição)”. “A empresa só poderá voltar a funcionar depois de cumpridas as determinações da Agência”, completou a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
A assessoria da Prisma informou que o grupo “segue consternado” com o acidente e confirmou que as atividades estão parcialmente suspensas em Sumaré exatamente em atendimento à determinação da ANP, “incluindo a implementação de medidas para restabelecer a capacidade da atividade industrial” com segurança. “A Companhia ratifica o compromisso com a segurança operacional de suas atividades e a preocupação com o bem estar de seus colaboradores, meio ambiente e comunidade envolvida”, informou a empresa.

RELEMBRE
A explosão ocorreu por volta das 11h30, em um dos tanques de separação de glicerina e biodiesel da Prisma, que fica na Rua Mariano Jatahy Marcondes Ferraz, nº 115, abaixo da linha férrea que corta o Centro de Sumaré. Os funcionários realizavam uma manutenção externa do tanque – a instalação do “guarda-corpo” externo, com altura de cinco metros.
Benedicto foi arremessado para o interior do tanque em chamas e morreu carbonizado. O corpo do líder de manutenção foi retirado somente após a chegada do Corpo de Bombeiros de Americana. Já o ajudante foi jogado ao solo e chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas morreu antes de chegar à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Macarenko.
A ação de socorro à ocorrência contou com o apoio do Corpo de Bombeiros Municipal de Sumaré, Polícia Militar, GCM (Guarda Civil Municipal) e Defesa Civil. Peritos do IC (Instituto de Criminalística) de Americana estiveram no local para fazer a análise sobre as circunstâncias do ocorrido. A Polícia Civil também investiga o caso, registrado como homicídio culposo – quando não há a intenção de matar.
Em nota emitida no dia da tragédia, a empresa informou que “lamentava imensamente o ocorrido”, que trabalhava para atender as famílias das vítimas e que “seguia na investigação da causa do acidente”. “O plano de emergência foi acionado e a explosão contida, sem aparente dano ambiental.”
O superintendente da Defesa Civil da Prefeitura, Carlos Eduardo Vicente, disse na ocasião que as atividades na empresa permaneceriam suspensas por tempo indeterminado até a avaliação sobre os impactos em decorrência da explosão. A documentação da empresa estava em ordem, segundo ele, incluindo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e autorizações da Prefeitura, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Defesa Civil e Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) válidas até 2020.

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