Indústria da região de Campinas perde 200 empregos em março

Setor, um dos mais importantes da região, acumula 600 vagas de trabalho fechadas no ano até agora, apontam Fiesp e Ciesp
Após um mês de fevereiro fraco, com apenas 50 novos empregos criados, a Indústria da Transformação da Diretoria Regional de Campinas do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), composta por 19 municípios (incluindo Campinas, Sumaré, Hortolândia, Paulínia e outras 15 cidades), teve um mês de março desastroso, com a perda de 200 postos de trabalho com carteira assinada.
As perdas no ano já chegam a 600 vagas fechadas, e nos últimos 12 meses, a 1.450 postos de trabalho perdidos na Regional. Assim, o resultado do emprego industrial no 1º trimestre ficou abaixo das expectativas das entidades.
É o que aponta a mais recente Pesquisa do Emprego realizada mensalmente com objetivo de mensurar a evolução do emprego na Indústria Paulista de Transformação, divulgada nesta semana pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pelo Ciesp. Além disso, dos últimos cinco meses (desde novembro do ano passado), quatro tiveram redução no número de vagas nas indústrias da área analisada.
“O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp em Campinas apresentou resultado negativo no mês de março de 2019. A variação ficou em-0,14%, o que significou uma queda de aproximadamente 200 postos de trabalho. No ano (de 2019), temos um acumulado de -0,39%, representando uma queda de aproximadamente 600 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de-0,92%, representando uma queda de aproximadamente 1.450 postos de trabalho”, apontou em nota as entidades que representamos interesses do setor no Estado.
Os subsetores que mais perderam vagas no mês passado na Regional Campinas (sempre relativamente ao total de empregados do próprio subsetor) foram os de Móveis (- 4,78%), Impressão e Reprodução de Gravações (-4,55%) e Metalurgia (-2,36%). Já os que mais criaram empregos com carteira assinada foram os de Produtos Têxteis (+2,59%), Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos (+2,11%) e Produtos de Minerais Não-Metálicos (+0,91%).
Dos 22 subsetores da Indústria, metade (11) teve criação de empregos em março, e metade viu o fechamento de vagas. O levantamento da Fiesp e do Ciesp não detalha quanto esses percentuais representam em número de empregos.

NO ESTADO
A geração de emprego na Indústria da Transformação paulista como um todo ficou praticamente estável em março, com a criação de 500 vagas – uma variação positiva de 0,03% na série sem ajuste sazonal, e negativa de -0,44% quando feito o ajuste. No encerramento do 1º trimestre, as novas contratações somaram 12 mil novos postos de trabalho, abaixo dos 22 mil computados no mesmo período de 2018, mas próximo do resultado de 2017 – positivo em 12,5 mil novas vagas.
Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 55% apresentaram variações negativas, com 7 contratando, 12 demitindo e 3 permanecendo estáveis. Entre as 37 diretorias regionais, 12 apontaram alta nas vagas de emprego na Indústria, e 22 ficaram “no negativo” – inclusive a de Campinas.
“O resultado do mês e do trimestre está abaixo das nossas expectativas. Para que tenhamos 10 mil novos postos em São Paulo em 2019, é preciso melhorar muito o nível de contratação”, disse José Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente da Fiesp.
Um clima mais chuvoso para essa época do ano é apontado como uma das causas a influenciar na baixa contratação de pessoal nas usinas de cana-de-açúcar. “No ano passado, a gente não tinha mais chuvas nessa época. Tínhamos um clima mais favorável para moagem”, observou Roriz.

Quarta-feira, 17 de Abril de 2019

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